- As lesões de mucosa da cavidade oral e os problemas funcionais que eles causam, foram agrupados sob o termo de “mucosites orais”, resultante da combinação de diferentes fatores, ou do tipo de terapia, ou da susceptibilidade do paciente.
- A toxicidade da quimioterapia ou radioterapia é o fator biológico mais importante, porém, complicações de glândulas salivares, traumas locais (próteses, dentes ou restaurações quebradas, aparelhos ortofônicos), e infecções locais ou sistêmicas podem mais adiante modificar a ocorrência e a evolução de mucosites.
- Mucosites orais severas podem conduzir a modificações no plano de tratamento, suspensão da terapia, e causar um impacto sobre a sobrevivência do paciente.
- A frequência de seu aparecimento varia de 12% em pacientes que recebem quimioterapia adjuvante para 100% dos pacientes submetidos à radioterapia da cavidade oral, quando o total das doses excede 50 Gy .
- Ela está frequentemente associada a náusea, vômito, diarreia, dor e reduz consideravelmente o conforto e a qualidade de vida dos pacientes como, disfunção do sono, anorexia e perda de peso (parageusia).
- Ulcerações orais causam dor e dificuldade para engolir e, frequentemente ocorre diminuição na ingestão de alimentos, com perda de peso. A progressão das lesões orais e seu impacto sobre as condições gerais do paciente pode requerer interrupção temporária do tratamento, ou modificação do plano de tratamento com radiação.
- Consequências da perda de controle local são bem conhecidas: progressão do tumor, pobre qualidade de vida, diminuição da sobrevivência do paciente, e um aumento nos custos de serviços de saúde por estender o tratamento da enfermidade.
- O controle de mucosites orais é realizado atualmente com um objetivo principalmente paliativo no alívio dos sintomas, e prevenção de infecções. A utilização do laser em baixa intensidade é um dos poucos métodos reportados como efetivo na prevenção dos efeitos colaterais agudos da radiação.
Grau – Sintomas
- I – Eritema (dor leve)
- II – Eritema, úlceras, pode comer sólidos (dor moderada)
- III – Úlceras confluentes, requer somente dieta líquida (dor severa)
- IV – Alimentação oral não possível, hemorragia (pior dor possível).
Existem vários centros de referência espalhados pelo mundo que usam o laser terapêutico para minimizar os efeitos colaterais decorrentes da quimioterapia, bem como da radioterapia.
No Brasil podemos citar o Hospital de Câncer de Ribeirão Preto. Quem comando este trabalho no hospital é o Prof. Juliano Abreu Pacheco, com excelente trabalho.
Além do hospital de Ribeirão Preto, outros hospitais como, por exemplo, Albert Einstein, até onde sei, usam apenas a aplicação laser local, e embora os resultados sejam bastante positivos, a meu ver, e também com as evidências clínicas e laboratoriais, a aplicação sistêmica do laser (laserpuntura) apresenta resultados consideravelmente superiores.
Toda a doença por si só altera o equilíbrio energético do paciente, causando também a estagnação da energia vital do paciente.
Os tumores cancerígenos alteram completamente o estado emocional do paciente e isto de imediato já causa uma estagnação no fluxo sanguíneo e energético do paciente comprometendo o resultado terapêutico que está recebendo. O fluxo sanguíneo normalizado facilita ou permite que os medicamentos cheguem às áreas afetadas.
Os procedimentos com laser na maioria dos centros de atendimento são oferecidos ou utilizados somente quando o paciente já apresenta complicações decorrentes dos efeitos colaterais dos quimioterápicos.
Na minha experiência clínica isto não precisa ocorrer, pois diminui muito a qualidade de vida do paciente, o que com certeza compromete o tratamento.
Já falamos sobre o estado emocional do paciente, um fator importante que somado a outros fatores que podem ser melhor administrados com o uso da laserpuntura, quando se faz o uso do tratamento preventivo. Pode-se minimizar muito os efeitos colaterais como, por exemplo, náuseas e vômitos, anorexia, parageusia, diarreia, sono e também a dor (evitando ou diminuindo consideravelmente o surgimento das lesões nas mucosas).
Vamos lembrar que muitas vezes as lesões (mucosites) atingem também mucosas do aparelho digestivo e aparelhos genitais, comprometendo ainda mais a qualidade de vida dos pacientes.
O que causa as feridas (mucosites) na quimioterapia é o calor interno gerado pelos quimioterápicos. Quando fazemos o uso da laserpuntura, ativamos pontos de acupuntura que ativam e aumentam a circulação de sangue e água no corpo, o que equivale a dizer, grosso modo, que ativamos um sistema de refrigeração que retira ou espalha calor gerado pelos quimioterápicos. Desta forma o calor gerado que faria a desnaturação do epitélio que recobre o tecido mucoso expondo o tecido conjuntivo, rico em terminações nervosas que vão causar dor, não acontece. Não havendo concentração de calor, não há desnaturação do epitélio das mucosas, não há exposição de tecido conjuntivo, não há feridas, não há dor.
Os quimioterápicos em geral também causam alterações sanguíneas como, por exemplo, baixa imunidade, diminuição do número de plaquetas apontando eventualmente para um quadro de anemia ou outras patologias.
As evidências laboratoriais apontam para uma melhora significativa deste quadro quando já instalados e o paciente é atendido com a laserpuntura. Mas, mais interessante do que isso é observar que os pacientes atendidos de maneira preventiva em geral não apresentam estes quadros, e o tratamento segue em geral sem interrupção, principalmente se o paciente não apresentar um quadro de baixa imunidade.
As doenças oportunistas como, por exemplo, herpes zoster e candidíase podem ser também evitadas com a laserpuntura com a melhora do quadro imunológico.


No caso, por exemplo, dos tratamentos com radioterapias, a premissa das queimaduras se dá pelo acúmulo do calor gerado pelo número de radioterapias administradas.
Os muitos casos que já atendi fazendo o uso preventivo da laserpuntura, objetivando fazer circular água e sangue no organismo mais ativamente, não produziram queimaduras, visto não ter ocorrido o acúmulo de calor. Isto são evidências clínicas incontestáveis. Não dá para não ver.
Por outro lado, as complicações tanto da quimioterapia como da radioterapia, podem aumentar muito os custos para a saúde pública, planos de saúde e pacientes em casos onde sejam necessárias as internações. Assim sendo, os tratamentos com laser ou laserpuntura principalmente, auxiliam no processo de cura do paciente oferecendo-os melhor qualidade de vida e também, menor tempo de tratamento e menor custo.
Dr. MARIO PANSINI.
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